Não pense que escrevo aqui o meu mais íntimo segredo, pois há segredos que eu não conto nem a mim mesma. E não é só o último segredo que revelo: há muitos segredinhos primários que eu deixo que se mantenham em enigma... (Clarice Lispector)

"São pelos pequenos momentos ...Que a gente quase morre ...Que intensamente vive ...Que longamente espera..."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Diz-me porque


Diz-me porque teimas em olhar o céu, da noite o escuro
Ou as nuvens que se reflectem na água do mar
Porque não desvias o olhar e vês os jardins, larga esse muro
Que te detém não te deixando sequer sentir o que é amar

Diz-me porque te agarras à dor, ao fumo que te sufoca
Não te esqueces desses aromas adocicados, venenosos
que te chamam e te acorrentam como lobo numa toca
E não te libertas dessas amarras de portos perigosos

Diz-me porque me fazes chorar
Porque me deixas assim
E até me fazes envergonhar
Pelo que sinto em mim

Diz-me porque o teu mar aprendeu as marés altas
Se esqueceu das ternas ondas que beijavam a areia
E meus olhos poderão descansar, quando faltas
E sentirei a tua paz que o meu coração anseia

Diz-me só uma vez:
Que é feito desse amor lindo que se fez,
Dessa doçura do teu olhar,
Do meu alegre acordar...

Dir-te-ei que talvez tudo seja assim
Porque tens medo de aceitar
Que nunca te esqueceste de mim
E tens vergonha de voltar

Extraído do blog Doce amor

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