Não pense que escrevo aqui o meu mais íntimo segredo, pois há segredos que eu não conto nem a mim mesma. E não é só o último segredo que revelo: há muitos segredinhos primários que eu deixo que se mantenham em enigma... (Clarice Lispector)

"São pelos pequenos momentos ...Que a gente quase morre ...Que intensamente vive ...Que longamente espera..."

domingo, 21 de setembro de 2008


Hoje eu acordei......

com saudades de ti.

Por vários segundos,

enquanto o despertador me arrancava do sono – e dos sonhos –

mantive os olhos fechados na esperança de encontrar-te.

Estiquei o abraço, mas em vez do áspero quente do teu corpo,

senti apenas o macio gélido do travesseiro.

Abri os olhos e a tua figura desapareceu.

O que restou foi a amarga melancolia de saber-te longe.

De saber-te impossível.

Eu quis permanecer sonhando, tocar tua imagem etérea,

não deixar que ela se dissolvesse com o acordar.

Mas eu tenho obrigações, amor. Tu também.

O que me leva a pensar na seguinte questão:

tu pensas em mim quando acordas?

Senti ciúmes dos teus sonhos e sonos.

Quero-os para mim, sobre mim, por mim.

Ex-clu-si-va-men-te.

Promete?

Podes mentir, juro que não ligo.

Mas me convenças de que teu último pensamento do dia é sobre mim,

de que sou eu a razão pela qual tu acordas todas as manhãs.

De que dormes com a esperança de encontrar-me nas viagens noturnas,

como durmo esperando encontrar-te.

A cada noite de cada novo dia, eu te busco.

É pecado, doçura?

Se for, que o Deus me perdoe,

porque hoje eu acordei com saudades de ti.

Ontem também.

Sempre.

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